QUADRILHA USAVA PERUCA, TOALHA NA CABEÇA E IA PARA BURLAR RECONHECIMENTO E DESVIAR BENEFÍCIOS DA CAIXA

A quadrilha alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investigava um esquema de desvio de benefícios sociais por meio do aplicativo Caixa Tem usava disfarces para burlar o sistema de reconhecimento facial do banco. O homem apontado como chefe do grupo, Felipe Quaresma Couto, aparece em imagens com o rosto pintado, usando perucas e até toalha na cabeça para se passar por uma nova pessoa.

Segundo detalhado pela TV Globo, o golpe funcionava com a participação de um funcionário da Caixa. Ele tinha a missão de apagar os dados dos beneficiários e criar um novo cadastro, que era reiniciado em outro celular, com outras informações de e-mail, número telefônico e um novo reconhecimento facial. As informações do CPF da vítima permaneciam os mesmos, mas o dinheiro era desviado para criminosos.

Além do disfarce próprio, os golpistas também recorriam a inteligência artificial para criar fotos de pessoas com documentos de identidade nas mãos, como costuma ser solicitado pelos bancos. As fotos não necessariamente estavam alinhadas aos nomes dos cadastros