Roberto Cidade manda afastar perito e determina apuração após agressão a repórter em Manaus

A agressão contra um repórter durante cobertura jornalística em Manaus provocou reação imediata do Governo do Amazonas. O governador interino, Roberto Cidade (União), determinou o afastamento do perito criminal envolvido e ordenou a apuração rigorosa do caso, classificando o episódio como inadmissível.

O jornalista João Lucas da Silva Mariano, da Rede Onda Digital, foi agredido enquanto acompanhava os trabalhos de perícia em um acidente de trânsito com vítima fatal na manhã desta quinta-feira (9). O autor da agressão foi identificado como o perito criminal Gláucio Gradela Gomes.

Em manifestação pública, Roberto Cidade condenou o episódio e destacou que a violência contra profissionais da imprensa não será tolerada. Segundo ele, a medida de afastamento do servidor foi adotada de forma imediata para garantir a devida investigação e responsabilização.

“O ato é inaceitável, ainda mais por partir de quem tem o dever de servir à população. Determinamos a apuração rigorosa e o afastamento do servidor envolvido”, afirmou o governador em nota.

Cidade também reforçou que o episódio não reflete a conduta dos servidores estaduais e reiterou o compromisso da gestão com o respeito ao trabalho da imprensa e à liberdade de informação.

A repercussão do caso mobilizou entidades da categoria. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (Sinjor-AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota conjunta classificando a agressão como grave violação ao exercício da profissão e ao direito constitucional à informação.

A Associação Brasileira de Blogs e Portais (Abrabp) também se manifestou por meio de nota de repúdio, condenando a agressão contra profissionais da comunicação durante o exercício da função. A entidade destacou que episódios de violência e intimidação ferem princípios constitucionais, como a liberdade de expressão e de imprensa, além de poderem configurar abuso de autoridade. A Abrabp ainda cobrou apuração rigorosa dos fatos e responsabilização dos envolvidos, reforçando que o livre exercício do jornalismo é essencial para a democracia.

As entidades criticaram a postura do agente público, ressaltando que a atuação de servidores deve ser pautada pela legalidade e pelo respeito. O caso foi registrado no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e deve seguir sob investigação.