Manaus/AM – O juiz Celso Souza de Paula, aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) por erros graves no processo do “Caso Djidja”, já era alvo de investigações por suspeita de venda de decisões judiciais e favorecimento ilegal a detentos de alta periculosidade.
A decisão do TJAM foi tomada por unanimidade em sessão plenária realizada no dia 14 de outubro, após a anulação da sentença que condenava os réus do caso. O tribunal considerou que o magistrado cometeu violações ao devido processo legal, como falta de fundamentação e ausência de provas concretas.
Além dos erros na condução do processo, o juiz era investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2017, em diferentes varas criminais do Estado. Entre as suspeitas estão o uso de atestados médicos falsos para conceder prisões domiciliares irregulares.
Com a aposentadoria e a anulação da sentença, o “Caso Djidja” entra em nova fase, com expectativa de revisão dos fatos com base em provas válidas e respeito às garantias legais.
